
A complementariedade entre o gás natural e o biometano vai muito além da equivalência da molécula em si.
Em um cenário global marcado por tensões geopolíticas e pela crescente preocupação com a soberania energética das nações, o Gás Natural e o Biometano se consolidam como soluções integradas para acelerar a transição energética de forma segura e economicamente viável. Enquanto o gás natural garante flexibilidade, confiabilidade operacional e segurança no suprimento energético, o biometano amplia a descarbonização da matriz ao aproveitar resíduos e recursos locais para produzir uma molécula renovável e de baixa emissão.

“O biometano vem à rebote do gás natural, aproveitando o que o mercado já desenvolveu, mas complementando-o. Nos últimos três anos, o setor teve uma rápida aceleração, também a partir dos conflitos geopolíticos mundiais. Mas, no Brasil, temos um cenário no qual ainda é preciso superar muitas barreiras regulatórias e de precificação”, explicou Oliver Jones, Gerente Executivo de Novos Negócios, em sua participação no painel “Perspectivas do setor de gás natural”, realizado na última quarta-feira, 27, na Bahia Oil & Gas. Combinados, os combustíveis são fundamentais para garantir uma transição energética segura e justa – e, segundo Oliver, o Brasil ainda tem muito a avançar, tanto na ampliação do seu potencial de produção de biometano quanto no desenvolvimento da infraestrutura de abastecimento de gás, seja de origem fóssil ou renovável.
O painel da Bahia Oil & Gas foi moderado por Marcelo Alfradique (EPE) e teve a ainda a participação de Rodrigo Mazza (Origem), Kevin Alix (TAG), Gabriel Kropsch (Sinergas), Luiz Gavazza (Bahiagás) e Brian Kregten (ENEVA). A Bahia Oil & Gas aconteceu no Centro de Convenções de Salvador (BA).
Além do painel, Oliver ainda bateu um papo com Rosely Maximo, da Editora Brasil Energia, sobre os novos projetos de biometano e gás natural que a MDC está atualmente implantando.



